segunda-feira, 14 de setembro de 2015

REFUGIADOS: A EXIGÊNCIA DA FRATERNIDADE

CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA

Comissão Episcopal da Pastoral Social

Mobilidade Humana


Nota da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana 



Temos todos conhecimento dos numerosos grupos de pessoas que tentaram atravessar o Mediterrâneo nos últimos tempos (mais de 300 mil desde Janeiro); muitas morreram (mais de 2500 no mesmo período). Vimos imagens. Ouvimos relatos. Imagens que preferíamos não ter visto, relatos que seria melhor não termos escutado. Não podemos dizer que não reparámos. Fomos todos sobressaltados com a notícia das 71 pessoas, possivelmente refugiados sírios, que morreram asfixiadas num camião que foi encontrado numa estrada da Áustria. O Papa Francisco recordou-as neste domingo e nós recordamo-las com ele. Temos todos notícia dos muros que se multiplicam, das barreiras que levantam, da morosidade em encontrar apoios e soluções consistentes.  
Não se pode esperar mais! Vários Bispos de Portugal têm manifestado o sentir da Igreja. «Hoje, somos nós chamados a abrir as portas fechadas da Europa» (António Francisco dos Santos, Bispo do Porto). «Não podemos ficar mais indiferentes, isto põe à prova toda a identidade, generosidade e solidariedade cristãs» (António Marto, Bispo de Leiria-Fátima) «Perante tudo isto, já não bastam discursos, nem continuarmos somente em reuniões e encontros. Creio que é chegada a hora da acção. Acho que é urgente interrogarmo-nos sobre o porquê deste êxodo. Porque tantas pessoas querem deixar os seus países. A resposta terá de ser europeia, sem dúvida nenhuma, mas, porque não dizê-lo, também mundial, porque há muitos problemas ligados a esta situação» (Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana). «A dramática situação de tantos milhares de pessoas que demandam a Europa como lugar de paz e de sustento para si e para os seus, arrostando com duríssimas dificuldades para chegar e permanecer no nosso Continente, exige de todos nós a resposta mais humana e capaz» (Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa). «Basta de cimeiras para descortinar formas de impedir que os povos da fome se aproximem da nossa casa, apenas para apanharem as migalhas que caem da nossa mesa! Não mais o travar caminho aos que fogem à carnificina horrorosa e bárbara dos que matam em nome de uma fé! [...]    
  
Temos o direito de exigir aos políticos do mundo soluções sérias e sustentáveis. Mas temos também de criar e difundir uma nova mentalidade: a do tal projeto universal de Deus que há-de sobrepor-se aos regionalismos e às barreiras humanas» (Manuel Linda, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, Membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana). «É sempre uma situação difícil, mas é possível acolher muito mais gente [...]. Portugal tem lugar para muitos» (António Vitalino Dantas, Bispo de Beja, Membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana). «A acção terá que ser cada vez mais nos países de onde eles vêm, de tal modo que possam encontrar aí condições de trabalho, viver em paz e na sua família. Pede-se uma colaboração muito importante da Europa para que de facto as razões pelas quais as pessoas fogem da sua terra terminem o mais breve possível» (Ilídio Leandro, Bispo de Viseu).  
No dia da apresentação pública da PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados, a que a Conferência Episcopal Portuguesa já deu o seu apoio e que conta com competentes organizações no terreno, a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana deseja manifestar-lhe, todo seu apreço, na esperança de que ajudemos a minimizar o impacto da grave crise humana que atualmente é vivida a nível mundial.  
Num recente artigo de jornal (o Frankfurt Allgemeine Zeitung), um governante de um estado europeu afirma temer pela perda das raízes cristãs da Europa devido à chegada do grande número (fala de “invasão”) de refugiados, sobretudo muçulmanos. Diz ser “alarmante” o facto de os povos europeus não conseguirem “defender os próprios valores cristãos”. A Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana considera alarmantes estas afirmações que contrariam objectivamente a pessoa de Jesus e o seu Evangelho. Importa que possamos agir em rede europeia e internacional, para não se perderem esforços nem diluírem responsabilidades, até porque se trata duma operação de futuro complexo. A Conferência Episcopal Portuguesa, agora em Roma, na sua visita ad Limina, para encontros de trabalho com o Papa Francisco e as instituições da Santa Sé, deseja contribuir para uma resposta concreta, em colaboração com o Estado e a comunidade internacional.   


4 de Setembro de 2015             
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sábado, 13 de junho de 2015

JUNHO - MÊS DOS SANTOS POPULARES

Neste mês, decorrem por todo o país as manifestações populares de devoção, ternura e confiança não apenas ao nosso Santo António mas também a S. João e S. Pedro: grandes sardinhadas, marchas populares, bailes e "bailaricos", organizados em sua honra, conforme os gostos e as disponibilidades, para além de outras manifestações.
Não fora o meu gosto particular de estar em casa, eu acompanharia mais de perto esta tradição reinante de celebrar a grandeza destes santos com a força de uma religiosidade, imbuída de diversificados ritos, onde o sagrado e o profano se misturam e, quem sabe, até podem dar um abraço.

Apesar dos perigos em que se é absorvido, acho divertido obrigar os santos a descer à praça e trocar uns passos de dança com os seus devotos. Ainda que não lhes seja fácil, fica-lhes bem o exemplo que nos dão de como se pode e deve fazer penitência para que os outros possam ter festa. Afinal, ajudar a todos e sem olhar a quem, é uma virtude verdadeiramente cristã e sempre presente nos grandes santos.

Uma das coisas que mais me inquieta, e que não larga a minha memória, é procurar invocar e enaltecer a compreensão, a misericórdia e a inteligência de Santo António chamando-lhe “casamenteiro”, expressão que, a meu ver, desvirtua terrivelmente o nosso milagreiro e pode insinuar a existência de situações dignas de compaixão. Reconheço que, quando o objectivo a atingir é o casamento e, simultaneamente, se reconhece a grande dificuldade de lá chegar, um dos meios é uma "murmuração" àquele que sempre nos ajuda a encontrar o que já parecia irremediavelmente perdido. Contudo, prefiro ser indiferente a estes insucessos e anedóticos desastres e imploro ao santo que não se ocupe com todos os sonhos, animados e sedutores, e principalmente, nunca entregue em holocausto nenhuma vida inocente. 

Por mim, sei muito bem que até os santos têm que reagir, em muitas circunstâncias, para se libertarem de uma vez para sempre dos negócios alheios e que, pouco ou nada ajudam para o alcançar da verdadeira felicidade. 
Por mim, que acredito na comunhão e intercessão dos Santos, não vou desistir de, um dia destes, apresentar a todos os Santos (incluindo Santo António, S. Valentim e São Gonçalo de Amarante) o Livro dos Casamentos e perguntar-lhes se há maior exigência no atender dos pedidos ou se foi o amor que deixou de ser amado. No meio de tantas crises, confio que, num qualquer dia, também a crise dos poucos casamentos começará a ser vencida, não porque um homem ou uma mulher foram obrigados a ajoelhar mas antes porque o amor germinou e cresceu, floriu e frutificou, descobrindo a sua fonte e dignidade, isto é, o próprio Deus e O eterno.

Alegro-me com todos os noivos em geral e hoje, particularmente, com os "noivos de Santo António". Conforme desejamos, que este dia de felicidade nunca acabe, porque o  verdadeiro amor tem a fonte em Deus e o homem nunca deverá pôr termo àquilo que Deus convosco quis começar. Por intercessão de Santo António, que Deus abençoe todos os casamentos.

António Novais Pereira

segunda-feira, 4 de maio de 2015

COMUNIDADES FERVOROSAS E MISSIONÁRIAS

DEIXARAM-NOS PARTIR


Outrora, em Antioquia da Síria, cristãos leigos, abertos à voz do Espírito Santo constituíram-se em comunidade e depressa receberam Barnabé, um outro recém-convertido que, indiferente aos Planos Pastorais de então, faz o inesperado: foi a Tarso, chamar Saulo, a fim de ambos se entregarem à evangelização. Com o trabalho de ambos, e na fidelidade ao Espírito, surgiu em Antioquia da Síria uma comunidade cristã viva, com grande fervor nas obras da fé e caridade, extremamente generosa não apenas para com os seus pobres e os de longe, necessitados materialmente, mas também nos missionários que dela puderam partir, a fim de que o Evangelho rapidamente fosse anunciado e acolhido pelas populações de outras terras.   

Com base no Livro dos Actos dos Apóstolos, facilmente podemos concluir quanto à vivacidade da comunidade cristã de Antioquia que bem depressa parece ter superado a Igreja mãe de Jerusalém. Na sua estrutura, a diversidade de ministérios; na sua vida, a espiritualidade, a oração, o jejum e a celebração da Eucaristia; na comunhão de vida, o amor fraterno concretizado na caridade surpreendente para com todos, incluindo os de fora, mormente para com a comunidade de Jerusalém, aquando de uma situação de crise e fome.

Acima de tudo, sendo digna de admiração nestes aspectos, no que respeita à consciência missionária não necessitou que lhe dessem lições. Por isso, um dia, “estando eles a celebrar o culto e a jejuar disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei». Então, depois de terem jejuado e rezado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir”.



Estes gestos são impossíveis enquanto não se assume a consciência de que a fé, enquanto dom recebido, deve frutificar na doação ou transmissão aos irmãos. O Espírito Santo, tendo provocado a formação, a conversão e o crescimento desta comunidade cristã, orientou também, de forma surpreendente, a sua obra evangelizadora noutras terras. A disponibilidade para partir, por parte de Barnabé e Paulo, foi aceite e confirmada pela comunidade que por eles reza, jejua e os envia. Certamente, tendo passado apenas um ano, tinham muitas razões para estar satisfeitos com a presença, no seu seio, destes dois grandes Apóstolos. Agora, na fidelidade ao Espírito, resistiram à tentação de que os Apóstolos com eles permanecessem para sempre e, eventualmente, ali viessem a ser sepultados. Por isso, encontraram razões mais fortes para os verem partir, sem que tal constituísse um drama mas antes a revelação da maturidade na fé e, desta forma, com os olhos do coração no Senhor Jesus, a itinerância evangélica foi testemunhada. 

Afinal, o mensageiro não é pertença da comunidade, nem a comunidade pertença do mensageiro mas antes todos pertencemos a Cristo que, pelo Seu Espírito, chama, confirma, congrega, dispõe e, no seu infinito querer e liberdade, envia em missão para outras terras ou lugares, ao mesmo tempo que providencia quanto ao futuro da comunidade cristã em que nos inserimos.

António Novais Pereira

quinta-feira, 30 de abril de 2015

A PARÓQUIA E O ARCIPRESTADO


Entre a Diocese e a Paróquia, encontramos os Arciprestados ou zonas pastorais compostas por várias Paróquias com características geográficas e socioculturais semelhantes, ou relativamente idênticas, com a finalidade de unir a acção pastoral dos agentes pastorais que trabalham nesse território mais alargado.
A paróquia, referência para todos os batizados, na sua configuração social tem sofrido alterações profundas nos últimos tempos e nelas crescem as dificuldades para que os seus membros se sintam participantes de uma verdadeira comunidade cristã. Por isso, muitos preferem situar-se na cómoda posição de “fregueses” que a ela acorrem segundo a medida das suas necessidades, gostos ou simpatias consoladoras. No caso de se sentirem insatisfeitos, a mobilidade dos tempos modernos facilita-lhes a ida à Paróquia vizinha mais próxima.
Face ao desafio de renovar as Paróquias, em função da sua missão, julgo que devemos valorizar o papel dos Arciprestados. 

1. Natureza e missão dos Arciprestados


A pastoral de conjunto encontra a sua unidade básica no Arciprestado porque nele devem convergir e integrar-se os diversos esforços ou trabalhos pastorais, conservando a Paróquia e demais instituições a sua natureza, características e missão, na unidade e diversidade. 
Uma pastoral de conjunto não será nunca a soma das diferentes pastorais, realizadas individual ou isoladamente, paroquia por paróquia, serviços ou movimentos, mas antes um espírito de comunhão fraterna na missão evangelizadora. Somente os esforços consertados e convergentes de todas as forças eclesiais fortalece o espírito e agir verdadeiramente eclesiais. O objectivo primordial do Arciprestado leva-nos a uma nova imagem da Paróquia na sua relação e enriquecimento permanente com as demais Paróquias.
A real ou aparente desvalorização sofrida pelo Arciprestado parece constituir uma infidelidade ao Concilio Vaticano II e ao próprio Direito Canónico os quais, quando a ele se referem, falam de uma instituição viva com a capacidade para um grande dinamismo pastoral. Para tirarmos esta conclusão, basta prestar uma pouco de atenção ao Estatuto do Arciprestado e do Arcipreste, referido em diferentes lugares pelo Vaticano II (Christus Dominus e Ecclesiae Sanctae) e pelo Código de Direito Canónico, completado pelo respectivo Estatuto diocesano, mais pormenorizado, concreto e preciso, em volta de dois eixos: o direito/dever de fomentar e coordenar a pastoral de conjunto no Arciprestado e a obrigação de cuidar dos Padres do Arciprestado, não se esquecendo do aspecto espiritual, pastoral, material e formação permanente.

2. Dimensão Pastoral do Arciprestado

Embora reconhecendo a facilidade teórica e a grande dificuldade na sua construção no quotidiano do trabalho pastoral, não podemos abandonar a ousadia de ter ideias claras e exigentes, a fim de não cairmos na rotina ou vulgaridade pastoral que poucos frutos produz. Deste modo, conscientes da existência de muitos obstáculos, podemos e devemos continuar a sonhar com a ultrapassagem das muitas fronteiras que, neste campo, ainda subsistem, com o desejo de que seja apressada a afirmação do dinamismo pastoral que justifique a existência dos Arcipestado.
Porque a realidade do Arciprestado nos remete para um determinado território, comum a um conjunto de Paróquias, opto expressar um modelo de arciprestado ideal centrando-me no conceito de “espaço”, “escola” e “lugar”. Em primeiro lugar, um espaço de fraternidade e comunhão, de oração comunitária e experiência de Deus, de formação permanente e de educação para a corresponsabilidade e vivência da mesma. Em segundo lugar, uma escola onde Jesus Cristo é  único mestre e, uns com os outros, todos aprendem. Finalmente, um “lugar” onde se programa, coordena, avalia a pastoral de conjunto, possibilitando o trabalho comunitário e valorizando o exercício especializado nos diferentes serviços pastorais, no discernimento dos diferentes dons ou carismas existentes nas diferentes comunidades.
A Paróquia, por si, não consegue dar resposta satisfatória a todas as suas necessidades pastorais, dada a complexidade que é exigida na sua preparação e execução: evangelização dos afastados, catequese para todos, os pobres e/ou excluídos, preparação para os Sacramentos (principalmente os da iniciação cristã e do Matrimónio), grupos de casais, grupos de adolescentes e de jovens, movimentos de apostolado, acolhimento pré-sacramental, acompanhamento depois da celebração dos sacramentos, obras de promoção social, grupos Cáritas paroquial ou congéneres, visita aos doentes e situações de solidão, celebrações litúrgicas, cartório Paroquial, comunicação social, etc. Face a tal complexidade, e para evitar o cansaço, o desânimo e a rotina, impõe-se a necessidade do trabalho em grupo ou equipa e, possivelmente, o Arciprestado será o grupo ou equipa eclesial mais eficaz.

António Novais Pereira 

A Paróquia


A Paróquia e a Diocese


A Paróquia compreende-se na sua relação permanente com a Igreja particular ou diocese, unidade eclesial completa e comunidade evangelizadora essencial e plena (CD 11). Os cristãos de um determinado território, rural ou citadino, pela Paróquia, vivem a comunhão de fé, culto e missão com a Igreja diocesana. Ela é um elemento básico da Igreja particular, de tal modo que a Exortação Apostólica pós-sinodal Christifideles Laici (nº 26) nela coloca a “expressão mais imediata e visível” da comunhão eclesial, acrescentando a necessidade de que “todos redescubramos, na fé, a verdadeira face da Paróquia. Ainda que pobre nas pessoas e nos seus meios, dispersa por vastos territórios ou escondida na modernidade de bairros “populosos e caóticos”, ela será sempre a família de Deus, animada pelo espírito de unidade, chamada a apresentar-se como “uma casa de família, fraterna e acolhedora”, idónea para celebrar a Eucaristia.
Normalmente, a Igreja particular ou diocese organiza-se, local e territorialmente através da rede paroquial. O núcleo essencial da paróquia não se encontra nos grupos selectos, nem nas pequenas comunidades comprometidas mas antes no “comum do povo cristão”.

Vida cristã e Paróquia


É difícil entender uma vida cristã sem Paróquia, à margem da Paróquia ou contra a Paróquia, dado que esta é a instituição principal da acção pastoral da Igreja, ao ponto de quase ser impossível ignorar que ela é o canal mais importante de informação e comunicação eclesial para todos os cristãos, incluindo os não praticantes (CT 67). Face ao número daqueles que reúne semanalmente e dos agentes pastorais que mobiliza, as catequeses, as celebrações dos sacramentos e a prática da caridade não há lugar para dúvidas quanto à sua consideração como espaço básico de referência religiosa.
A paróquia, enquanto comunidade de fé, culto e missão, continua a obra salvadora de Jesus Cristo num determinado lugar e, por conseguinte, não podemos menosprezar a importância da sua estrutura pastoral, dado que é nela que, normalmente, os crentes encontram a oportunidade para alimentar e celebrar a sua fé, viver e actuar cristãmente. De certo modo, a paróquia “representa a Igreja visível estabelecida por todo o mundo” (SC 42) e é a “célula da diocese” (AA 10). Nela, o Povo de Deus encontra o apelo à realização da sua missão profética, sacerdotal e real.
As severas críticas ao sistema paroquial, surgidas após o Vaticano II, ao ponto de alguns terem proposto uma “Igreja sem Paróquias” não tiveram razão, sendo preferível colocarmo-nos do lado de quantos nelas trabalham, não se poupando aos contínuos esforços em favor da sua renovação e a afirmação como “comunidade de comunidades”. 


António Novais Pereira