34º DIA DIOCESANO
24 de Outubro de 2016
Iniciamos o ano pastoral 2016-2017 com o lema para a acção da Igreja na Diocese de Beja “Com Maria, seremos Igreja viva”. Se para alguns, poderá parecer uma opção superficial e até mesmo, alienante da opção por Jesus Cristo, para todos nós que aqui nos reunimos, ela deverá ser uma opção fundamental que iluminará o programa pastoral dos diferentes organismos diocesanos e inspirará o caminho de fé de todo o povo de Deus, nestas terras do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral. Olhar para Maria e com ela caminhar para Cristo é uma dimensão tão antiga, que remonta às origens do cristianismo, mas sempre actual, oportuna e necessária. Situa-se nas preocupações e acontecimentos da Igreja dos nossos dias.
Antes de mais, embora o ano jubilar da misericórdia, na Diocese, encerre a 13 de Novembro próximo, e em Roma, uma semana depois (20 de Novembro), a virtude da misericórdia continuará a iluminar o nosso viver cristão, como “meta a alcançar com empenho e sacrifício”, estimulada pela peregrinação (MV 14). Na verdade, alcançamos e somos misericordiosos na medida em que nos desinstalamos e caminhamos para estabelecer o encontro com todos os que de nós necessitam. Esta dimensão dos cristãos como “homens do caminho” encontra as suas razões em Abraão e no povo de Israel; foi, exemplarmente, vivida pelo Senhor Jesus e pelos seus discípulos, (e também por algumas mulheres que acompanhavam Jesus e os serviam), adoptada pelos primeiros cristãos e realçada ao longo da história da Igreja, incluindo o próprio Concílio Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos recentemente.
Antes de mais, embora o ano jubilar da misericórdia, na Diocese, encerre a 13 de Novembro próximo, e em Roma, uma semana depois (20 de Novembro), a virtude da misericórdia continuará a iluminar o nosso viver cristão, como “meta a alcançar com empenho e sacrifício”, estimulada pela peregrinação (MV 14). Na verdade, alcançamos e somos misericordiosos na medida em que nos desinstalamos e caminhamos para estabelecer o encontro com todos os que de nós necessitam. Esta dimensão dos cristãos como “homens do caminho” encontra as suas razões em Abraão e no povo de Israel; foi, exemplarmente, vivida pelo Senhor Jesus e pelos seus discípulos, (e também por algumas mulheres que acompanhavam Jesus e os serviam), adoptada pelos primeiros cristãos e realçada ao longo da história da Igreja, incluindo o próprio Concílio Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos recentemente.
Esta é a nossa condição de cristãos. Dizer não à instalação, sempre insatisfeitos e desejosos de uma maior conversão, sempre inacabada, até ao encontro final com Deus Pai, quando por ele ficarmos totalmente saciados.
Atentos aos apelos do Papa Emérito Bento XVI e Francisco, não nos esquecemos da nossa condição de “discípulos missionários” que seguem Jesus Cristo e, pelas palavras e pela vida d ‘Ele dão testemunho.
É desejável que estas imagens do cristianismo, “homens do caminho” e “discípulos missionários”, passem a fazer parte da mentalidade corrente dos cristãos e da vida pastoral, porque nos sentimos insatisfeitos somente com a manutenção de tradições religiosas – missas, sacramentos, procissões, funerais e muitas bênçãos – como modo de provocarmos a renovação missionária.
Neste ano pastoral, a celebração do centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima há-de inspirar-nos no renovar da vida cristã e da conversão pastoral Diocesana: Maria, Nossa Senhora Missionária e Mãe de Misericórdia, a todos congrega e introduz no mistério da Igreja, chamada a ser o rosto da misericórdia de Deus. Com ela, poderemos continuar a levar o evangelho às periferias, necessitadas de ternura e de paz nas suas consciências.
Tanto quanta a probabilidade do nosso cansaço (e algum fastio) no ouvirmos falar de nova evangelização, é possível que ainda não tenhamos compreendido suficientemente o que ela é enquanto anúncio do evangelho e da novidade ousada que se aguarda da parte dos evangelizadores. A nova evangelização justifica-se não apenas porque o mundo necessita mas também por causa do cumprimento do nosso dever enquanto Igreja de Jesus Cristo.
Seremos uma Igreja viva? Sim, se aprofundarmos a dimensão do crescimento da nossa fé, do seu verdadeiro alimento e… tudo com Maria!
Presidente do Secretariado Diocesano da Coordenação e Animação Pastoral
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